O quê que o texto publicitário tem?
As etapas para encontrar a criatividade e a produção de textos mais publicitários.
No último sábado, dia 23/08 aconteceu o Workshop de Redação Publicitária na Webroom. Foi um momento em que o Bruno Figueredo*, novo redator da Webroom, pôde nos passar seus conhecimentos da área, falar sobre a linguagem na publicidade, o foco que deve ser trabalhado e a importância do briefing no desenvolvimento das campanhas. Eu participei do workshop juntamente com minhas amigas e companheiras de departamento: Fernanda Martins e Loraine Vidigal.
Começamos o workshop discutindo sobre a presença do texto publicitário em nosso dia-a-dia, pois apesar de muitas vezes não percebermos, ele está presente em todas as situações da nossa vida, por exemplo, quando fazemos um pedido para as nossas mães, quando estamos informando para os amigos de uma festa que acontecerá na cidade, ou, quando queremos muito ir a um evento, e queremos que a empresa nos libere. Em todas essas situações realizamos enunciações trabalhadas, ou seja, com grande número de recursos da linguagem, para que possamos convencer, ou, persuadir o receptor.
Em seguida, analisamos o significado das palavras convencer e persuadir, na qual a primeira trabalha o sentido de “levar alguém, por meio do raciocínio ou de provas evidentes, a reconhecer a verdade de uma proposição ou de um fato; provar, concluir; e a segunda, “determinar a vontade de alguém; levar alguém a crer, a aceitar ou a decidir (fazer alguma coisa); induzir; instigar; convencer; aconselhar”. Mas no workshop trabalhamos apenas com as explicações a seguir: Convencer (mente) e Persuadir (emoção).
No discurso podemos trabalhar com três tipos de texto:
- A) Deliberativo: aconselhar ou desaconselhar;
- B) Judiciário: julgar;
- C) Demonstrativo: louvar ou não um determinado produto, serviço, entre outros.
Entretanto, o tipo de discurso que focamos no workshop foi o primeiro, ou seja, o deliberativo. Com isso, foi mostrado a importância em se concentrar nas informações que serão trabalhadas à partir da leitura do briefing do projeto, o qual devemos aconselhar ou desaconselhar.
O briefing do projeto deve informar qual o conteúdo que o texto deve conter; qual será o público alvo, para quem a linguagem deve ser direcionada; qual o problema que deve ser resolvido, pois toda campanha busca alcançar uma meta; a atitude que o cliente terá que fazer, exemplo, “Promoção de celular no Dia dos Pais”, portanto, a ação que o receptor deve realizar é ler a mensagem, se gostar do produto e se for convencido que o produto é bom, ele comprará; será definido o tom da comunicação; criar o conceito e o tipo de linguagem (rádio, tv, web). A partir disso, estudaremos o posicionamento que a empresa possui e a sua identidade.
Mas como devemos começar o nosso trabalho?
Após a leitura do briefing devemos realizar diversas atividades para que possamos compreender o que o cliente deseja e qual é o perfil do público, portanto, tarefas como:
- Brainstorm - Em que um grupo de pessoas falam todas as idéias, pensamentos e relações que conhecem sobre o produto ou serviço;
- Centros criativos - Convidar pessoas que possuem o perfil do produto ou serviço que devemos trabalhar, para que então possamos entender o público alvo;
- Ambientes culturais - Participar de eventos, ir a palestras, teatros e assistir filmes que estão relacionados ao cliente.
Essas são algumas das maneiras que podemos iniciar o trabalho de desenvolvimento de uma campanha publicitária.
Mas e o texto? Quais recursos utilizaremos para criar textos publicitários?
Para criarmos textos “vendedores”, que chamem a atenção dos clientes, a fórmula é muito simples. Use uma pitada de criatividade, doses de funções da linguagem como: Referencial ou denotativa, Emotiva ou expressiva, Conativa ou apelativa, Fática, Metalingüística e Poética; mergulhe na internet para descobrir o que o concorrente está fazendo, ou seja, faça também um trabalho de benchmarketing; utilize esteriótipos, ou seja, algo que se identifica com o produto ou serviço, ou, simplesmente crie substituições, por exemplo, ao invés de “Mãe”, utilize a palavra “Coruja”, ou ainda, crie inimigos para os seus produtos, um exemplo: “O produto X mata qualquer inseto”!.
Na última parte do workshop, Bruno Figueredo nos mostrou intessantes cases, nos quais os textos provocavam o receptor, fazendo com que ele realizasse alguma ação e/ou provocasse algum sentimento de prazer, ou, desejo pelo produto e serviços oferecidos, cumprindo, portanto, o objetivo que provavelmente estava descrito no briefing. Por isso a importância do briefing, esse documento que delimita e nos traz o caminho que devemos percorrer até atingir os anseios dos nossos clientes. Portanto, o workshop foi excelente, pois nos mostrou o quão importante é esse tempo de pesquisa, busca por informações detalhadas sobre a campanha e a utilização do briefing.
Para conferir fotos do workshop é só acessar meu Flickr.
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*Bruno Figueredo é graduando em Propaganda e Marketing pela ESAMC, foi um dos finalistas para participar do programa “O Aprendiz”, já trabalhou na TV Paranaíba (regional da Rede Record) e trabalha atualmente como redator publicitário na Webroom.
Publicado em: August 26th, 2008 | Tags: Cursos, Comunicação, Webwriting









# 1° André HP August 27th, 2008 às 1:06 pm GMT
Ale - se me permite a intimidade desse vocativo - antes do briefing, como as agências de publicidade trabalhavam? Você saberia dizer? Pois, de fato, é uma ferramenta um tanto nova para acolher necessidade dos clientes.