Social Media, um apanhado de informações
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Sunday 12 July 2009 às 22:41Categoria: Comunicação, Networking, Web
Já no mês passado, eu estive no Social Media Brasil, juntamente com minhas amigas Andréa Santos e Aline Alvim. O evento aconteceu em São Paulo (SP), mas exatamente no belo Teatro Gazeta, (onde já tive a oportunidade de assistir a uma peça teatral ao lado do meu amigo Bruno Figueredo e tirar fotos com famosos. Nessa oportunidade também tínhamos ido para fazer um curso, só que esse eu não recomendo, pelo menos não para quem é já um usuário experiente em internet. Quem quiser saber é só me procurar).
Enfim, voltando ao assunto, nos dias 5 e 6 de junho o Teatro Gazeta foi palco de um evento que deu foco nas Redes Sociais, ou melhor, nas ações realizadas em Orkut, Twitter, Facebook, Sonico, You Tube, entre outros.
Foi um encontro muito interessante, pois lá estavam as melhores agências de São Paulo e do país mostrando as suas campanhas, os cases de sucesso e os problemas que já tiveram nas ações em redes sociais.
Edney Souza, ou, Interney, iniciou as palestras com o tema Percepção das Redes Sociais. Ele disse que todos estamos a procura da especialização em Mídia Social, por isso, vamos refletir… Redes sociais são representações das relações humanas e compartilhamento de ideiais. A Sociologia estuda exatamente isso, a organização das sociedades humanas, seus padrões culturais, suas relações de produção e de consumo.
Como mediador disso, o computador, ou seja, a tecnologia é a plataforma de comunicação que veio para estabelecer, fortalecer e acelerar as relações sociais. Hoje o Orkut tem mais de 35 milhões de perfis brasileiros, com uma média de 4 horas de navegação de usuário/mês, o que nos possibilita utilizar essa plataforma para pesquisa de opinião, compra de links em perfis de comunidades, casting de super moderadores, aplicativos open social e por meio da interação com os usuários, gerar valor para a marca do nosso cliente.
Mas então vamos lá, vamos criar uma comunidade no Orkut, colocar a empresa do meu cliente no Twitter e fazer as pessoas verem a marca. Mas esperem um momentinho… Quem vai gerenciar a marca? O cliente, a área de marketing da empresa do meu cliente, ou, a agência especializada em internet?
Incógnita.. Na realidade não! Tudo dependerá da maturidade do cliente e de quem vai gerenciar essa marca na web. A pessoa que gerenciará sua marca na web precisa estar preparada para entender e atender o cliente, (guarde essa frase, meu professor de marketing me ensinou ela e nunca esqueci, com certeza será útil para você um dia), o profissional precisa conhecer a empresa, o máximo possível, saber quem procurar no caso de um problema, ou, na resolução de uma dúvida, pois pode ter certeza, os seus clientes na web não lhe darão flores para um mal atendimento, pois as redes sociais hoje é a melhor forma do consumidor exprimir o seu sentimento seja ele bom, ou, ruim. Portanto, além de fazer inteligentes campanhas, é preciso também saber fazer o gerenciamento de crise.
Tudo bem, já sei quem vai criar e cuidar da minha campanha, mas como medir os resultados? Para uma boa campanha é preciso que a marca seja monitorada mesmo antes da campanha, pesquisas de satisfação, receptividade dos produtos, atendimento da loja, enfim, os detalhes necessários para se conhecer o produto, o público-alvo e entender o que eles necessitam. Nesse momento, caso surja algum problema que seja possível ser afetado durante a campanha é preciso parar tudo, concertar a casa e depois voltar para a campanha online, caso contrário, a campanha não atingirá o resultado esperado. Portanto, o monitoramente deve ser antes, durante e depois, para acompanhar todo o amadurecimento da campanha e corrigir logo que ver alguma falha.
Guilherme Nascimento Valadares fez a platéia se perguntar “Mas será que Social Media dá resultado mesmo?”. Pense em todas as relações humanas realizadas em um Orkut, por exemplo, agora imagine o capital social, ou melhor, a troca de valor que existe nas conversas, você terá usuários comuns, consumidores falando sobre a marca por meio de uma publicidade espontânea, o único fato importante que seu cliente fez foi entrar nas redes sociais e colocar uma promoção por lá. O importante “é alinhar o conceito com o social media e você estará amarrando a campanha”. Mas lembre-se, social media não é sobre vendas, e sim sobre relacionamentos.
Já Edson, representante do Flickr apenas nos mostrou dados e algumas fotos (bem sutil), falou que no Flickr existem hoje mais de 3 bilhões de fotos, 73 milhões de membros e com um upload de 3 milhões de fotos por dia. E com uma nuvem de tags: arte, jornalismo colaborativo, história, fotografia, entre muitas outras, o Flickr se torna “os olhos do mundo”. Foi bem legal a apresentação do Edson, mostrou a colaboração e o compartilhamento por meio das fotos.
Na apresentação de Ian Black, o Twitter da “dona_lu” emocionou a todos, uma pessoa comum, em uma agência, criam um usuário para ela, e a partir disso ela começa a comunicar aos seguidores (da agência) qual seria a fruta do café da tarde, e informa também que está vendendo Avon. Isso que é comunicação e vendas! Ian também disse coisas legais como “Como escolher conceito”, “Pare de ouvir os gurus”, “Ouça as pessoas antes e depois”, “Entender e atender o cliente”, “Ideias boas são bem vindas”; e “Ideiais ruins custam caro”. Na apresentação dele ainda teve o caso “Claro que é rock”. Em que ele citou um case de sucesso e uma menina que estava na platéia gritou que era mentira. Veja o vídeo no You Tube e o texto de Ian Black sobre o assunto.
Com Roberto Aloureiro, descobri as 5 barreiras para uma empresa ser inovadora: o dono, pois só quer saber do retorno; departamento de TI, para eles rede social é quebra de segurança; departamento de marketing, que tem um livro de receitas e acha que podemos adaptar tudo do offline para o online; a agência offline, que criam campanhas mirabolantes; e a zona de conforto, que acha que está tudo bem e não precisa correr atrás da inovação. Roberto disse que a empresa precisa estar preparada para mudar sempre, ou seja, uma cultura de mudanças, e disse que para a Tecnisa há três palavras-chave: inovação, resultado e experiência. “Pedimos desculpa, mas não pedimos licença”, afirma Roberto. E foi assim que a Tecnica conseguiu fazer a venda de um imóvel com anúncios no Twitter. A nova lógica do consumidor é estar sempre bem informado, pesquisar bastante e a venda dá lugar a era do ajudar a comprar, ele complementou.
Houveram outras palestras, mas essas aí foram as mais importantes na minha opinião, e que me mostraram que todos nós estamos aprendendo a fazer mídia digital, algumas agências com contas e orçamentos maiores, conseguem fazer grandes ações, mas nós estamos aqui, e estamos aprendendo, inovando, arriscando e experimentando também!
Algumas situções inusitadas neste evento foram a internet lenta, o que ocasionou um Twitter de papel, no qual muitos usuários twitaram suas opiniões e críticas, os aplausos repentinos que significava (tá bom palestrante já entendi que a sua é jabá), alguns problemas no áudio e claro, a intensa participação da platéia, ou melhor, dos usuários, que se mostraram um pouco impacientes com algumas dessas situações acima. Mas com certeza, todos querem sempre o melhor evento, e todas as experiências são válidas e importantes para o crescimento dos eventos e dos organizadores.
Para ver as apresentações entre no site do Social Medial Brasil.

Alê Mazzariolli é formada em Letras pela UFU e com MBA em Gestão de Marketing pela ESAMC. Já trabalhou com webwriting, arquitetura de informação, liderança de projetos e planejamento. Agora está na área de Marketing Digital da Rede Eletrosom S/A.













