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Acessibilidade Legal

Para os profissionais que estão começando a trabalhar com web, ou, para os experientes profissionais que estão aprendendo sobre acessibilidade, foi lançado algumas semanas atrás um site no qual podemos encontrar explicações para a maioria das nossas dúvidas. E se você não encontrar, pergunte ao editor do site, que ele lhe ajudará.

Estou falando do Acessibilidade Legal, site criado por Marco Antonio de Queiroz, ou, mais conhecido como MAQ. Para conhecermos melhor sobre o objetivo do site, vamos conhecer um pouco sobre esse profissional e seu trabalho na web.

1. Quem é o MAQ?

Caramba, que pergunta difícil! Vou perguntar a ele…
MAQ, quem é você?

Sou um sujeito fazendo hora extra na vida e tentando deixá-la o mais agradável possível. Gosto de ocupar meu tempo fazendo coisas úteis para mim e para outras pessoas. Acho que isso seja porque, de uma forma geral, nós, pessoas com deficiência, precisamos da ajuda das pessoas mais do que é comum das pessoas precisarem. Daí procuro fazer algo que compense, pelo menos na minha cabeça. Acessibilidade web é algo pelo qual me interessei e que pode ajudar a muitos. No início eu fazia tudo de graça. Aconteceram duas coisas: começaram a abusar por um lado e, por outro, a não valorizar o serviço especializado. É como se dissessem: vamos deixar as páginas acessíveis para vocês mesmos, então estamos, na verdade, fazendo o favor de deixar você nos ajudar a fazermos uma web mais acessível.

Bem… aí comecei a cobrar, e a cobrar bem… Choveu e ainda está chovendo trabalho! Acho que o pessoal só acredita pagando! (risos).

Trabalhei 23 anos com programação de computadores no SERPRO (Serviço Federal de Processamento de Dados), mas, depois de dois transplantes, um de rim e outro de pâncreas, tive de me aposentar. Cego, diabético, transplantado duas vezes é o MAQ que é mais aparente para as pessoas, mas existe o MAQ casado, pai de um garotão de 19 anos, com alguns amigos, que adora ler, escrever, assistir filmes, o almoço tradicional de domingo com a família em um restaurante bem gostoso aqui de perto, gosto de teatro e de coisas novíssimas… sabe que fui o primeiro jurado cego de um festival de cinema do mundo?

www.acessibilidadelegal.com/videos-externos/programaespecial.mpg

Os sites que fiz foram, e ainda são, uma forma de mostrar a todos que pessoas com deficiência não estão em outro mundo. Que uma cadeira é uma cadeira para mim como para todos, uma casa, uma pessoa, um jogo de futebol (mengooo!), uma paixão!

2. Qual é o objetivo do Bengala Legal?

O “Bengala Legal” surgiu porque, estando no trabalho um dia de intervalo de projetos, conversando com um estagiário que fazia sites em sua própria empresa, ele me perguntou porque eu não fazia um site.
Eu? Para quê?
O cara respondeu:
- Se eu fosse cego, transplantado e tivesse escrito um livro, teria motivo para fazer 3 sites e não um só.

Parei e pensei: está aí uma forma de ajudar o mundo - falar para diabéticos que essa doença pode matar se não tivermos cuidado com ela, mostrar a todos que nós cegos somos gente, mais um pouquinho do que algumas pessoas falam de boca para fora, falar do transplante que foi a melhor coisa que fiz na vida e que, graças a ele, na verdade eles, estou vivo hoje escrevendo para o seu blog, comunicar ao mundo o que o mundo tem vergonha de perguntar etc…

Aí a coisa foi se expandindo, de forma que hoje o Bengala tem 320 páginas de artigos de especialistas e pessoas com os mais variados tipos de deficiência, mas todos com o espírito que o logotipo do site mostra - pessoas para cima,vencendo obstáculos, batalhando e conquistando espaços. Recebi e recebo tantos artigos de pessoas para serem colocados no Bengala, que aprendo todos os dias a viver novamente, sempre com paixão, pois sem emoção a vida deve ser um saco!

3. E agora, qual a finalidade do Acessibilidade Legal?

A finalidade do Acessibilidade Legal foi separar os públicos. No Bengala Legal eu colocava artigos sobre inclusão social, escolar, no trabalho, na vida das pessoas com deficiência, inclusive a minha; acessibilidade arquitetônica, nos meios de comunicação (caixas eletrônicos bancários, livros acessíveis etc), trabalhos acadêmicos, vídeos e depoimentos em mp3, etc.

Aí, quando comecei a escrever e colocar sobre acessibilidade web, o público não era mais de professores, especialistas, acadêmicos, pessoas com deficiência etc, passou a ser de pessoas mais técnicas, que não queriam saber da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, mas das Diretrizes de acessibilidade web do W3C, WAI e o WCAG, o WCAG Samurai, padrões web, usabilidade, como fazer páginas acessíveis, ferramentas, leitores de tela etc. Aí está o danado, é para quem queira realmente saber sobre acessibilidade web, tecnologias assistivas e coisas afins.

4. Quem escreve para o Acessibilidade Legal?

O Acessibilidade Legal tem a mesma filosofia do Bengala Legal. Eu não me aguentaria escrevendo um site inteiro sozinho. Já imaginou 320 artigos escritos pelo MAQ no Bengala? Não imagine, pois não vai voltar lá nunca mais! Tem mais gente, tem mais gente! Assim, a idéia é que pessoas que saibam sobre o assunto e queiram colaborar, enviem seus textos. Claro que tem um tal de MAQ que vai dar uma olhada crítica no texto, vai ver se a pessoa pensa acessibilidade como o MAQ pensa e gostaria que fosse, para publicar os artigos. No Bengala Legal existem uns 10 textos meus dos 320 que foram publicados. Esse percentual vai aumentar muito para o meu lado no Acessibilidade Legal, pois sou especialista e consultor do assunto específico do site.

Mas, já existem por lá traduções do Maurício Samy Silva, enviada por ele a meu pedido, do Henrique Costa Pereira, do Revolução.etc, que há muito já escreve sobre o assunto em seu blog, do Bruno Torres que trabalha comigo na Acesso Digital, do Ivo Gomes que possue também uns textos bastante interessantes e já colocados por lá, o Fred do Usabilidoido, meu chapinha que admiro e que é filho de um amigo meu de infância (não vou dizer a ninguém que tenho 51 anos, nem que caia o mundo), tem o design do Horácio Soares, que também trabalha comigo e que fez o logotipo e a “cara” da página e o trabalho incansável do Gil Porta, que não é muito conhecido na área, mas que é um dos maiores conhecedores de acessibilidade que conheço e que sempre está me ajudando no visual da página, dizendo para mim se uma imagem pode ficar à esquerda, se é melhor centralizar etc… ele fez todos os scripts da página, os javascripts e os de php, fez o CSS do visual que o Horácio enviou etc… é uma pessoa com deficiência, é tetraplégico, de BH, e o cara mais paciente do mundo, pois para me aturar tem de ser!

Eu codifico os textos em (X)HTML strict, o Bengala é em HTML Strict, faço a acessibilidade e coisas assim, tudo em handcode. Dessa forma, o Acessibilidade Legal já está com 55 textos sobre padrões web (CSS, XHTML e Scripts), tecnologias assistivas, como leitores de tela, mouses oculares, display braille, acessibilidade, de como fazer sites acessíveis etc… Não sei, mas acho até que seja o único site exclusivamente sobre acessibilidade web que não vende serviços, que é somente de informação. O que ganho com ele é o prazer de estar espalhando noções de acessibilidade web pelo mundo, coisa que mais gosto e sei fazer.

Mas, aproveitando a oportunidade, você que está lendo este sujeito que vos escreve, que sabe de textos bacanas sobre acessibilidade na web, envie-me, com fontes e créditos, que terei o maior prazer de disponibilizar em meu site!

Para os que aturaram o carinha aqui escrevendo tanto e, para você, Alessandra, meu muito obrigado!

Abraços acessíveis e fáceis de usar do MAQ.

Publicado em: 06/05/2008 | Tags: Web, Tecnologia, Comunicação, Acessibilidade | Comentários: 2

Feeds ou RSS, para quê mesmo?

Você sabe o que são Feeds ou RSS?

Às vezes utilizamos a expressão Feeds (Charges.com.br, Profissão Web, Revolução Etc, Paola Sales), outras vezes usamos RSS (Globo.com, Brainstorm 9, UOL). Enfim, o significado desta palavra feeds é alimentar. Mas para a web o Feed é a uma maneira pela qual o RSS* é conhecido, é um alimentador de informações, sendo uma forma de distribuição de conteúdo na internet. É um novo formato para acompanhar as últimas notícias, posts, entre outras atualizações de um site.

*RSS é um sub-conjunto de “dialetos” XML (eXtensible Markup Language) que servem para agregar conteúdo ou “Web syndication”.

  • Como usar

Para fazer a leitura dos conteúdos recentes do site através de feeds é necessário a utilização de um programa chamado agregador de conteúdo, cujo receberá as atualizações do site. O conteúdo estará no seu leitor de Feed sem você ter que procurá-lo no site. Facilitando a busca pelo conteúdo e a sua leitura.

Já existem sites que funcionam como leitores de feeds, eles mostram as atualizações no próprio navegador, dispensando a instalação de softwares específicos. Alguns exemplos que podemos citar é o Bloglines e o Google Reader, ambos gratuitos. É uma excelente maneira de estar sempre atualizado, acompanhando os últimos posts e comentários.

Observação: Escrevi este pequeno artigo há muito tempo, tinha até esquecido e decidido não publicá-lo devido considerar uma informação que não seria tão novidade, mas hoje recebi um e-mail de um colega de trabalho, um link para o trabalho de Darley Passarin que explica detalhadamente sobre o tema “RSS no desenvolvimento de uma Central de Notícias” e refleti que sempre há algo novo que devemos aprender ou rever, já que principalmente em nosso meio, a informação de ontem já está bem desatualizada.

  • Bibliografia

PASSARIN, Darley; BRITO, Parcilene Fernandes de. RSS no desenvolvimento de uma Central de Notícias. In: VII ENCONTRO DE ESTUDANTES DE INFORMÁTICA DO ESTADO DO TOCANTINS, 2005, Palmas. Anais… Palmas: 2005.

Publicado em: 31/03/2008 | Tags: Tecnologia, Documentação, Webwriting | Comentários: 1

Foco no usuário e troca de experiências no curso e AI

Meu primeiro wireframe

Nada melhor do que um curso de 16 horas de Arquitetura de Informação para voltarmos a dar valor ao usuário, ou seja, focar o nosso trabalho sempre nos anseios dos usuários e não apenas no cliente. Claro que é importante conhecer o negócio do cliente, até mesmo porque temos que fazer uma pesquisa aprofundada do seu sistema de rotulação, navegação, organização, produtos mais procurados, serviços mais importantes, entre outros, para conseguir alcançar uma arquitetura ideal.

Mas parece que passamos tanto tempo ouvindo o que o cliente quer e esquecemos que o que precisamos realmente alcançar é o quê o usuário procura, com qual rotulação que ele procura, quais são as formas de navegação do público-alvo, ou seja, como ele procura e os resultados que ele almeja alcançar.

Hoje posso dizer que um curso de AI é importante para qualquer profissional web, pois ele nos dá a visão de como as coisas devem realmente funcionar, desde o momento da pesquisa, concepcão, especificação, implementação e da avaliação de um site ou sistema. É a melhor maneira de mostrar como os profissionais envolvidos no projeto: o design gráfico (ou webdesign), o arquiteto de informação, o redator (ou webwriter) e o programador, devem estar alinhados para que o projeto saia conforme o estruturado.

Uma ênfase que o Guilhermo Reis e o Dante Callegaris fizeram no curso muito interessante é que o arquiteto não faz apenas wireframe, como disse acima, existe todo um estudo por trás do wireframe, que acaba sendo o resultado das pesquisas realizadas com os usuários do site, compreensão do negócio do cliente e novas implementações.

Deste curso guardo ótimas recordações, filosofias de vida, troca de experiências, discussões, teste de usabilidade, novos contatos, amigos e com certeza novas dúvidas que só com o trabalho, ou seja, a mão na massa vão conseguir sanar. Agora, nada melhor do que a paparazzi do evento para mostrar alguns momentos que marcaram o curso.

Confira as fotos no meu Flickr.

Já estou com saudades de todos: Jenifer Jardim, Renata Aguiar, Rogério Pereira, Guilhermo Reis, Roberto Moreno, Francisco Madureira, Rafael Oliveira, Dante Callegaris, Raquel da USP, e todos os outros colegas de profissão, um carinhoso abraço!

Observação: O wireframe apesar de não ser o único trabalho do arquiteto de informação foi uma imagem que resolvi usar para ilustrar o artigo, já que era uma imagem que eu tinha e não precisei buscar em algum banco de imagens free. É bom dar os créditos do wireframe ao meu grupo, formado por: Jenifer, Renata e Rogério.

Publicado em: 15/03/2008 | Tags: Curso, Tecnologia, AI, Usabilidade, Webwriting | Comentários: 1

Campus Party e a dominação dos blogueiros

Campus Party

Todos já sabem que nesta semana está acontecendo a Campus Party na Bienal do Parque Ibirapuera em São Paulo. É a primeira vez que este evento acontece no Brasil.

Considerado o maior encontro dos interessados por tecnologia, nele podemos encontrar palestras e mostras também de astronomia, desenvolvimento, games, modding, música, robótica, simulação, software livre, entre outros.

As inscrições foram limitadas a 3000 participantes, os quais puderem optar por acampanhar no Parque Ibirapuera ou hospedar-se em hotéis de São Paulo. Sendo que 2700 pessoas decidiram dormir no local e aproveitar todos os momentos do evento, e para escrever, os blogueiros tem um espaço só para eles, chamado Campus Blog.

No site oficial do evento você pode conferir os acontecimentos mais importantes no Campus TV, ficar por dentro de tudo o que se escreve sobre o evento na Blogsfera, além de se atualizar com as oficinas e palestras que acontecerá na semana.

Intel

Um detalhe bem interessante sobre o evento é que a Intel contratou 5 blogueiros para falar sobre a Campus Party, ou seja, assistir as palestras e oficinas e escrever suas opiniões. Isso significa que no blog oficial da Intel, você poderá ler artigos dos profissionais que já estão acostumados a falar a nossa língua.

Os profissionais foram selecionados dentre mais de 100 indicações, os quais, ficaram Carlos Merigo do Brainstorm#9, Alexandre Fugita do Techbits, Bruno Allucci do Direto do Forno, Thiago Mobilon do Tecnoblog e Henrique Costa Pereira do Revolução.Etc.

Leiam algumas notícias relacionadas ao evento:

Publicado em: 13/02/2008 | Tags: Tecnologia, Campus Party, Informação | Comentários: Ainda Sem